quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Aguarda-se resposta da Ministra a Carta das Populações

Carta das Populações enviada a Ministra do Ambiente Ordenamento do Território:
Exma. Senhora
Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território


Excelência;


A Federação Nacional dos Baldios, a União das Associativas de Caça e Pesca do PNPG e o Movimento Cívico Peneda Gerês Com Gente, preocupados com a degradação evidente do território classificado como Parque Nacional da Peneda- Gerês e com a má gestão das sucessivas direcções ao longo dos anos, vêm trazer ao conhecimento de Vossa Excelência o seguinte:

1. Em carta aberta de 2 de Abril de 2009, dirigida ao Senhor Director do PNPG e enviada para inúmeras entidades, incluindo esse Ministério, apresentávamos algumas razões do nosso descontentamento e um conjunto de ideias e sugestões que, pensávamos, viriam ajudar a elaborar uma proposta de Plano de Ordenamento mais ajustada às necessidades do território e das suas gentes. Rogamos-lhe que a mande analisar de novo, pois, hoje, já nos parece claro que o ICNB e o seu Ministério entenderão melhor as nossas intenções.
2. Conseguimos estimular as populações locais a participarem neste processo. As sessões públicas realizadas durante o período de discussão só perderam pela falta de cuidado na recolha dos contributos apresentados. Como todos sabemos, dos cerca de 11 mil habitantes do território grande parte têm dificuldades em ler e escrever, havendo, infelizmente, muitos que nem sequer ler sabem, pelo que foi pena não terem previsto e agilizado procedimentos para este tipo de população.
Sabemos que muitos compartes e residentes optaram por recusar participarem no processo, por discordarem com os princípios que enformam a proposta de PO. Apesar disso, conseguimos produzir cerca de meio milhar de participações escritas que, juntamente com as reclamações e propostas apresentadas verbalmente nas sessões atrás referidas, são elementos fundamentais para um PO consensual, como o território exige.
3. Entretanto, fruto do debate e do esclarecimento desenvolvidos nestes últimos meses, é-nos agora possível dar novos contributos, tais como:
a) Opomo-nos a qualquer tentativa de imposição de taxas sobre as nossas actividades no nosso território. Entendemos que as populações locais já estão suficientemente penalizadas pelas restrições que lhes são impostas pelos instrumentos de gestão territorial existentes;
b) Não aceitamos que o Estado cobre taxas a terceiros pelo uso e utilização das nossas propriedades privadas e dos nossos baldios sem obter previamente o nosso consentimento;
c) O ICNB e o Estado devem reflectir nos seguintes dados, que sustentaram falsos pressupostos que ainda hoje são teimosamente apresentados como principais argumentos para atacar os direitos e interesses das populações locais:
(1) Apenas 7,44% do território do PNPG são propriedade do Estado, sendo a restante propriedade privada e baldios;
(2) Contrariamente ao que vem referido no preâmbulo do diploma que criou o PNPG em 1971, o Estado apenas possui uma pequena parcela de território (tomada às populações locais no séc. XIX) e nem a maior parte do território estava sujeito ao regime florestal forçado.
Mas se dúvida havia, à data, sobre os direitos de propriedade, a devolução dos baldios aos compartes logo a seguir a 1974 e o reforço pelo actual regime, certamente que as farão dissipar.
4. Como forma de legitimar o Movimento Peneda Gerês Com Gente e os seus propósitos, recolheram-se mais de duas mil assinaturas que se anexam ao presente documento, reclamando ao mesmo tempo estas pessoas:

- Suspender o processo de revisão do Plano de Ordenamento do PNPG e - Iniciar um novo processo de revisão com base no regulamento aprovado pela RCM nº 134/95, de 11 de Novembro, conforme compromissos assumidos em 1995;
- Ver consagrado no novo regulamento o estatuto das populações locais;
- Defender os direitos e interesses das populações locais, consagrados desde tempos imemoriais através de usos e costumes;
- Defender um plano de ordenamento que valorize o território e as populações locais;
- Ver reformulados os vectores do desenvolvimento socioeconómico do território.
5. Envidaremos esforços para obtermos as assinaturas necessárias para levar este assunto à apreciação da Assembleia da Republica, caso tal se revele necessário e adequado, sem prejuízo de outras acções e iniciativas.
6. Por fim, no dia 20 de Dezembro, em Campo do Gerês, reuniram-se juntas de freguesia, entidades gestoras de baldios, associações de compartes, associações de caça, agentes económicos e população local, decidindo fazer esta acção de protesto que hoje realizamos e aprovou por unanimidade e aclamação a seguinte moção:
Considerando:
- O tempo limitado de discussão pública e a forma prepotente e desajustada na elaboração da revisão do Plano de Ordenamento do PNPG;
- Que o Plano apresentado pelo ICNB retira direitos e impõe medidas altamente lesivas para a população aqui residente;
- Que o Estado não cumpre o que prometeu aos Povos aquando do Regulamento nº 134/95 de 11 de Novembro, aprovado pela RCM;
- Que a preservação do PNPG não deve ser feita à custa dos sacrifícios das pessoas que aí residem;
Os residentes e as Entidades com responsabilidades na área do PNPG, reunidos em Plenário no dia 20 de Dezembro de 2009 no Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, decidiram:
- Exigir a suspensão da revisão do Plano de ordenamento do PNPG;
- Reclamar a auscultação da população e das forças vivas e a elaboração de um novo Plano com base nas suas opiniões e sugestões;
- Reclamar a inclusão no regulamento do Estatuto dos Povos do PNPG;
- Exigir ao Estado contrapartidas para colmatar os prejuízos causados à população pelo impedimento de exercício de actividades que permitiriam mais valias e melhorias ao seu bem-estar;
- Não aceitar as imposições do Estado que de forma prepotente prejudica e descrimina as populações da área do PNPG;
- Exigir o respeito pela Lei dos Baldios aprovada na Assembleia da República.
Excelência,

São quase 40 anos de sofrimento e de privações, marcados sobretudo por práticas administrativas e políticas que colocam em perigo o valioso património natural, histórico e cultural que os nossos antepassados nos legaram.
A percepção que temos das estratégias e objectivos do Estado neste território prendem-se essencialmente com as questões económicas e financeiras, demonstrados pelas acções e omissões que facilmente poderemos listar, assim o queira Vossa Excelência. Os argumentos relacionados com fundos comunitários e a gestão do território feita apenas na lógica dos programas financiados ou co-financiados, vão levar ainda mais à acentuada degradação do meio e da biodiversidade, sendo disso exemplo paradigmático o combate à mimosa – só se actua quando há financiamento comunitário.
O processo de revisão do Plano de Ordenamento do Parque Nacional da Peneda- Gerês deve assentar em pressupostos não viciados e deve envolver de facto os compartes e residentes. Estamos dispostos a dar o nosso melhor contributo e a desenvolvermos todos os esforços para que o nosso território seja valorizado e as gentes que cá vivem sejam tratadas com dignidade e possam ter uma melhor qualidade de vida.

Aos responsáveis políticos deste país, pedimos, no mínimo, respeito
- Pelas nossas propriedades privadas
- Pelos nossos baldios
- Pelas nossas vezeiras
- Pelos nossos usos e costumes
- E pelas nossas gentes e suas raízes

Na esperança de que estes nossos alertas, preocupações e pretensões venham a ser acolhidos e promovidos por Vossa Excelência, apresentamos os nossos respeitosos cumprimentos;

Peneda Gerês, 23 de Janeiro de 2010


Os responsáveis

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Noticias sobre a Manifestação contra o Plano de Ordenamento do PNPG


Correio Do Minho
Jornalista Vera Batista Martins
PNPG: Centenas exigem respeito pela propriedade privada
As gentes da Peneda-Gerês voltam a exigir respeito pelas propriedades privadas e baldios que integram o Parque Nacional, numa manifestação que vai juntar sábado à tarde centenas de pessoas na Avenida Central de Braga e junto ao Governo Civil, num protesto contra a proposta de revisão do Plano de Ordenamento do PNPG.“O respeito pela propriedade privada, pelos baldios, pelas vezeiras e pelas pessoas e suas raízes” é o que pretendem o ‘Movimento Peneda-Gerês com Gente’ e a Federação Nacional dos Baldios, os mentores da manifestação.“Vamos recordar à ministra do Ambiente que o Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) é quase todo propriedade das populações locais, ou seja, dos 69.645 hectares (cerca de 92 por cento do território) apenas 5.199 hectares são propriedade pública (menos de 7,5 por cento), disse ontem aos jornalistas José Carlos Pires do ‘Movimento Peneda-Gerês com Gente’.
“Vamos todos a Braga demons-trar a nossa indignação enquanto é tempo” lê-se no folheto que apela à manifestação, distribuído pela população de Terras de Bouro, Arcos de Valdevez, Pon-te da Barca e Melgaço, concelhos que estarão fortemente re-presentados na ‘manif’, a par de representantes do concelho de Vieira do Minho e Montalegre, neste último caso com uma re-presentação menos visível.Durante a conferência de imprensa, que decorreu na Junta da Sé, em Braga, José Carlos Pires salientou a importância da reflexão sobre as questões de fundo, como é o caso do registo de propriedade no PNPG.Novas regras
A Federação dos Baldios e o ‘Movimento Gerês com Gente’ querem ver definidas novas regras para o uso da propriedade privada, opondo-se às taxas que o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) pretende aplicar às áreas protegidas “O plano de ordenamento do PNPG, em discussão pública, obriga a que os moradores nas suas propriedades tenham de pedir permissão para tudo” quando deviam ter o direito de as administrar, critica José Carlos Pires, afirmando que “o propósito é afastar as pessoas do Parque Nacional”.Queda no número de visitantes.

O responsável lamentou, ainda, a queda no número de visitantes do PNPG, “que até ao ano de 2000 era a área protegida mais visitada”. Em 1996 o Parque registava 43.686 visitantes, ao passo que em 2008 o número se ficou pelas 6.468 pessoas.No final da manifestação, prevista para sábado, às 15 horas, será entregue um documento ao Governo Civil de Braga, que pretende “ajudar a encontrar uma boa solução para o terri-tório” com o consentimento das populações, que são detentoras de 12.148 hectares do PNPG.De acordo com o representante das gentes da Peneda-Gerês, “os pressupostos da criação do PNPG eram falsos e não se concretizaram. O decreto-lei n.º 187/71 de 8 de Maio criou o Parque Nacional no pressuposto de que os terrenos eram propriedade do Estado ou estavam já sob a sua gestão, pelo regime florestal forçado”, o que não se verifica na prática.Segundo José Carlos Pires, “o plano em discussão parte de um conceito - Território Selvagem - desajustado à nossa realidade”, pois trata-se de “uma paisagem humanizada”.Recorde-se que a câmara de Montalegre votou a favor da proposta de reordenamento do PNPG, não contando os movimentos pelas gentes do Gerês com o apoio da autarquia nesta luta pelos direitos sobre o território do Parque Nacional.Actualmente, são cerca de 11 mil as pessoas residentes na Peneda-Gerês.
Peneda-Gerês manifesta-se contra plano
Acção de rua no sábado
Ontem: 21/01/2010
PEDRO VILA-CHÃ (Jornal de Noticias)

As populações que residem na área do Parque Nacional Peneda Gerês manifestam-se, sábado, contra o plano de ordenamento do território, cuja consulta pública terminou a 2 de Dezembro e que deverá entrar em vigor no final do mês de Abril.


Uma grande representação dos cerca de 11 mil habitantes das 22 freguesias inseridas no parque Nacional Peneda Gerês (PNPG) vão manifestar-se, sábado, nas ruas de Braga, protestando contra o plano de ordenamento daquela área protegida, criada em 1971. Em causa está, para o Movimento Peneda Gerês com Gente, "o erro básico de se partir do pressuposto que é uma área selvagem, quando a riqueza que permitiu a classificação decorre da acção do homem". José Carlos Pires, líder do movimento, classifica de "absurdo" o facto de a população "ter de pedir autorização para tudo, até para roçar o mato nas suas propriedades".


Em causa estão as taxas de 200 euros que a direcção do parque pretende aplicar a quem desenvolva actividades dentro desta área. Mas os moradores também estão contra a aplicação das ditas taxas a quem visita o parque, até por uma questão de sustentação económica dos negócios que existem na região.


Como argumento, os moradores acrescentam o facto de 92 por cento do território do parque ser privado ou baldio. "Terá que haver consentimento dos moradores para que o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade aplique as taxas sobre terceiros", sustenta José Carlos Pires.


Na manifestação agendada para as 15 horas de sábado, na avenida Central de Braga, os manifestantes pretendem alertar para "a atrocidade que pretendem praticar" e vão entregar um documento no Governo Civil com o intuito de lavar a missiva à ministra do Ambiente.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Manifestação contra o Plano de Ordenamento do Parque Nacional Peneda Geres


No dia 23 de Janeiro, pelas 15h00, as gentes da Peneda Gerês vão até Braga para recordar à Sra Ministra do Ambiente que apenas 7% do território classificado como Parque Nacional é propriedade do Estado e que é essencial obter o consentimento das populações locais para aceitarem restrições aos direitos reais de propriedade. Vamos, por isso, recomendar-lhe respeito:


- pela propriedade privada- pelos baldios
- pelas vezeiras
- pelos usos e costumes ancestraise
- pelas pessoas


Junte-se a nós, no dia 23 de Janeiro, pelas 15h00, na Avenida Central em Braga (junto à Arcada). Seguiremos depois para o Governo Civil, onde entregaremos uma carta dirigida à Sra Ministra do Ambiente.





INFORMAÇÃO



1 – A concentração inicia-se às 15:30 horas, na Avenida Central (junto ao Coreto), na cidade de Braga. Por isso, as pessoas que se desloquem de autocarro devem sair na paragem junto ao Centro Comercial Avenida.




2 – Será feito um percurso a pé (em manifestação) entre a Avenida Central e Largo de S. Tiago (Governo Civil). Assim sendo, os autocarros estacionam no parque de estacionamento da Rua de S. Martinho (que fica junto ao local) e no final, as pessoas voltam a apanhar aí o autocarro. 3 – O Autocarro sairá da Vila de Castro Laboreiro ás 12 horas, e tem previsto a chegada a Braga ás 15 horas. Saída de Braga Previsto as 17h:15mm PERCURSO DA MANIFESTAÇÃO: Avenida Central – Rua de S. Marcos – Campo da Vinha – Rua do Anjo – Largo S. Tiago (Governo Civil)




3 – O Autocarro sairá da Vila de Castro Laboreiro ás 12 horas, e tem previsto a chegada a Braga ás 15 horas. Saída de Braga Previsto as 17h:15mm PERCURSO DA MANIFESTAÇÃO: Avenida Central – Rua de S. Marcos – Campo da Vinha – Rua do Anjo – Largo S. Tiago (Governo Civil)





PERCURSO DA MANIFESTAÇÃO: Avenida Central – Rua de S. Marcos – Campo da Vinha – Rua do Anjo – Largo S. Tiago (Governo Civil)


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Castrejos digamos não a este Plano de Ordenamento e juntemos a nossa voz a de tantos que como Nos estão Contra.

A BALADI e o Movimento Peneda Gerês com Gente, convocaram todos os agentes (políticos: Juntas de Freguesia Conselhos Directivos de Baldios; Empresários, Pastores; Agricultores; Associativas de Caçadores e as suas federações) e populações de dentro do Parque Nacional Peneda Gerês. Bem como todos os que solidarizam contra esta desgarrada e desmedida tentativa de extinguir uma População para nos reunir-mos contra o que pretende ser uma usurpação deliberada de um património que mais do que humano é um património de genética geracional que passou de geração em geração e que ao longo de várias vidas vincou mantendo uma identidade não só a de uma Região mas também a de um País.

Contra estas mãos invisíveis, todos nos enquanto seres individuais e todos aqueles que por acréscimo representam estas populações, devemos objectivamente juntar esforços, contra os Bandidos de capuz e defender o que foi o que é e o que queremos que continue a ser nosso.

Por tudo isto, que de Castro Laboreiro a Lamas de Mouro, da Gavieira, ao Soajo, do Gerês a Trás-os-Montes, Homens e Mulheres de bem juntemo-nos contra um amanhecer sem nada e travemos estes diabos das profundezas para que um dia não acordemos sem o que é nosso por Direito.

Por isso dia 20 apela-se aos Presidentes das Juntas de Castro Laboreiro e de Lamas de Mouro, bem como a todos os Conselhos Directivos de Castro Laboreiro e população que juntemos esforços, vamos a esta reunião onde juntamente com os nossos vizinhos dos vários quadrantes do Parque, façamos chegar ao Poder Central o nosso desacordo total contra esta desconectada e encapotada farsa de manipulação.

As Forças Vivas do Gêres unem-se contra a discriminação que coloca em causa o Futuro de uma População


Correio Do Minho
Marta Caldeira
Gentes do parque reclamam novo Plano de Ordenamento

Largas dezenas de populares, residentes no Parque Nacional da Peneda-Gerês, exigiram, ontem, um novo Plano de Ordenamento para o território, numa reunião-debate que teve lugar no Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, em Campo, Terras de Bouro.“Não serve”. Esta foi a palavra de ordem que mais se ouviu por parte dos agricultores relativamente às medidas anunciadas no actual Plano de Ordenamento proposto para o PNPG, considerando-o como um ‘entrave’ ao desenvolvimento daquela região, uma vez que se baseia numa série de ‘proibições’.
“Este é um plano que está virado contra as pessoas na utilização dos solos para a agricultura, bem como para a pastorícia, impedindo a melhoria da qualidade de vida das pessoas, pois nem os barracos para os animais os deixam construir”, assinalou Ana Gonçalves, da Associação para a Cooperação entre Baldios.Segundo o seu entendimento técnico, o plano que foi proposto “tem demasiadas restrições”. “Não deixam pastorear, não deixam apostar em projectos para os baldios poderem ser uma área de potencial desenvolvimento, por exemplo, através da colocação das eólicas”.Mas não só. O facto de existirem muitos terrenos baldios que estão sujeitos a um regime de co-gestão com a direcção do PNPG - quando segundo os especialistas na matéria essa gestão deveria ser feita com as direcções florestais.Além do impedimento da colocação de eólicas nos baldios do PNPG, há ainda proibições que se acrescentam à lista como a exploração de pedreiras e a limitação das zonas de caça.Ana Gonçalves defende que as pessoas “têm que ser ressarcidas dos investimentos que não podem fazer, pois têm que ser compensadas”.O responsável pela Associação de Defesa da Floresta do Minho indicou, por seu turno, que “há grande confiança em relação às pessoas que habitam no PNPG para travar o processo que põe em causa o seu futuro. Estamos, sobretudo, contra a desertificação do interior”.“Esta proposta do actual Plano de Ordenamento vai no sentido de retirar direitos e impedir a actividade das pessoas e de terem mais-valias como a colocação de eólicas nos baldios. Se há esse impedimento, qual é a compensação?”, questionou.Desde há um ano que o Movimento Peneda-Gerês com Gente tem sido um dos principais opositores ao planeamento proposto para o parque. José Carlos Pires, líder do movimento, reclama por um novo plano de ordenamento. “Este Plano de Ordenamento não serve. Nós vamos tentar que se faça um novo plano, que seja mais adequado à realidade deste território e que estimule a fixação da população”, avançou o responsável.Como primeira medida a tomar, José Carlos Pires propõe “uma mudança de atitude do PPPG e dos seus responsáveis, no sentido de reconhecerem “que este é um território organizado e que a população local é necessária, partindo do conceito de que esta não é uma área selvagem - esse conceito é desajustado”, apontou o responsável.


Baladi (Federação Nacional dos Baldios)& Movimento Peneda Gerês Com Gente



CONVOCATÓRIA



A revisão do P.O.P.N.P.G proposta pelo ICNB não corresponde ás expectativas e retira direitos à população residente.


É inconcebível que os Povos do Parque tenham que pagar a factura dos excessos da Direcção do ICNB, o que leva a discriminações inaceitáveis que colocam em causa o Futuro da População.
Perante isto, convocamos a população residente na Zona do PNPG para uma reunião, a realizar no próximo dia 20 de Dezembro de 2009, ás 14 horas no Museu Etnógrafico de Vilarinho das Furnas, para debater e decidir o que fazer perante as imposições da Direcção do ICNB que desrespeita e descriminem a população.



Reunião, dia 20 de Dezembro, às 14horas, na Junta de Freguesia de Campo do Gerês


Não Falte!






Apoiam:

aceb(Associação para a Cooperação entre Baldios);

ADEFM

S.B.T.M.A.D(Secretariado dos Baldios de Trás-os-Montes e Alto Douro)